terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Distrito 9


Logo nos primeiros minutos do filme nos é mostrada a situação “pano-de-fundo”. 20 anos atrás, uma nave alienígena aparece repentinamente e permanece imóvel nos céus de Johanesburgo, na África do Sul. População e autoridades observam com temor e curiosidade por um ataque, ou um contato que levasse à um grande progresso tecnológico. Por dias nada acontece, então é decidido invadir a nave. O que se encontra lá é uma população de alienígenas famintos e doentes. São acolhidos e abrigados numa área logo abaixo de sua nave. O que era pra ser um temporário acaba se tornando definitivo.


Porém logo os problemas começam. O abrigo, batizado de Distrito 9, se torna uma grande favela abrigando atualmente 1,8 milhões de alienígenas, apelidados pejorativamente de “camarões” devido à sua aparência física.


Como toda favela, lá também prospera o crime e a violência, comandados principalmente por uma gangue de nigerianos. O preconceito da população da cidade aumenta, pois não desejam tal vizinhança.


Wikus Van De Merwe é o homem encarregado pela MNU ( sigla em inglês para ‘União Multinacional’) de transferir essa população para o Distrito 10, um local distante da área urbana. Como esperado os alienígenas não pretendem deixar suas casas pacificamente, e Wikus encontrará muitas surpresas no processo.



Usando a ficção como um meio para uma crítica social, Distrito 9 remete claramente ao preconceito racial, especialmente por se passar na África do Sul, país onde a sombra do apartheid ainda é presente.


Com nenhum grande nome atuando, o foco é a história que é muito bem desenvolvida e ainda deixa muitos ‘ramos’ para uma possível continuação. Repleto de vídeos, com aparência jornalística, a trama ganha um tom muito realístico.


Com direção de Neil Blomkamp, e produção de Peter Jackson. Em minha opinião, esse é o melhor filme de ficção científica dos últimos anos.


Aproveite essa Idéia em Potencial.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Os Leões de Bagdá


Esta Graphic Novel de 140 páginas, publicada no Brasil em 2008, com roteiro de Brian K. Vaughan e arte de Niko Henrichon traz uma cativante fábula moderna.

Um grupo de Leões que vivia no zoológico em Bagdá escapam durante os bombardeios norte-americanos na capital do Iraque. Inesperadamente eles tem diante de si a tão desejada liberdade.

Trata-se de uma metáfora nada sutil, Brian k. Vaughan traz na história desses leões as dúvidas e os desafios do próprio povo iraquiano. Sem apelar para o antropomorfismo, Niko Henrichon, consegue mostrar nesses seres expressões de tristeza, alegria, angústia e desespero. Outra artimanha muito bem utilizada pelo autor são os tons quentes nos desenhos, tais como alaranjado e avermelhado na arte, o autor consegue transmitir o clima quente e árido da cidade.


As características próprias de cada personagem são marcantes e os autores dão a cada leão adulto um tipo de comportamento tipicamente humano. O macho, Zill, é simplista e indeciso; a fêmea mais nova, Noor, é segura e decidida; a anciã, Safa, que carrega inúmeras cicatrizes é cautelosa e sábia; há ainda o pequeno e ansioso Ali, o filhote filho de Noor.

Soltos nas caóticas ruas de Bagdá, os Leões terão de lutar por sobrevivência, descobrindo nesse meio tempo os prós e os contras da liberdade adquirida.

Uma narrativa fluída com uma trama densa. Pra ler e reler!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Quem Quer Ser um Milionário?


Jamal Malik, é um rapaz de 18 anos de idade, nascido nas favelas de Mumbai, que está participando de um programa de televisão que é uma espécie de 'Show do Milhão' da TV indiana. Conforme Jamal vai acertando cada vez mais questões e acumulando um prêmio cada vez maior, alguns começam a desconfiar de alguma trapaça, pois não acreditam que um garoto favelado seja capaz de ter respondido a todas aquelas perguntas.

É assim que Jamal é levado à delegacia, onde para se ver livre ele tem que explicar convencê-los de que não havia trapaça alguma e explicar-lhes como ele sabia as respostas. Para isso ele começa a contar fatos de sua vida que remontam à miséria de sua infância. Assim a trama flui dinamicamente permeada de flashbacks retratando o passado do personagem principal, juntamente com seu irmão Salim e a menina que seria o amor de sua vida, Latika.

A trilha sonora do filme foi muito elogiada e realmente é muito agradável, cheia de músicas com influência indiana.
Com um orçamento de 15 milhões de dólares, valor muito baixo se comparado às grandes produções hollywoodianas, 'Quem quer ser um milionário?' chegou ao Oscar e levou nada menos que 8 estatuetas, entre elas a de melhor filme e melhor diretor (Danny Boyle), mostrando que não é preciso orçamentos grandiosos pra fazer um filme de qualidade.

O clima do filme é, apesar de tudo o que acontece ao pobre Jamal, alegre. Representando essa característica do povo indiano, que como nós brasileiros, apesar da pobreza não deixa a alegria se esvair do cotidiano.

Essa excelente opção, vai tanto para aqueles que procuram somente entretenimento, quanto aqueles que procuram um filme de qualidade com um bom enredo e uma ótima construção.


sábado, 6 de fevereiro de 2010

Os Olhos do Dragão


No distante reino de Delain, reina Rolando, que apesar de ser um bom rei e tentar fazer o máximo para amenizar o sofrimento de seus súditos, nunca conseguiu realizar grandes obras. Enquanto sua esposa, a bondosa rainha Sacha era viva, Rolando seguia os sábios conselhos dela ele foi capaz de aliviar as dificuldades de seu povo, e sempre lembrada por sua bondade, Sacha foi muito amada naquele reino mas também provocou o ódio de um poderoso inimigo, Flagg, o conselheiro e feiticeiro da corte, que não queria perder o poder sobre as decisões do rei.

De uma forma um tanto suspeita, a rainha Sacha morre, restando a Rolando somente seus dois filhos, Pedro e Tomás.

Agora o misterioso Flagg planeja por em ação seus planos secretos, mas para isso ele precisaria transpassar alguns obstáculos à sua frente: livrar-se de Rolando, e afastar Pedro, o filho mais velho, assegurando que o menino Tomás subisse ao trono, o qual ele certamente controlaria facilmente.

“Com a habilidade de sempre, Stephen King constrói uma fantástica fábula, uma luta fascinante que envolve dragões, príncipes e feiticeiros demoníacos. Segundo o escritor esse romance surgiu da tentativa de criar algo que agradasse sua filha que não demonstrava muito interesse no clima de terror que impregnava os filhos do pai. Numa noite no Maine essa história começou a ser contada e King ficou feliz ao ver que conquistava uma nova leitora – Naomi King. Com sua fértil imaginação, King cria um encantador conto de fadas em que a coragem de um jovem príncipe é duramente testada.”


Este livro difere muito dos outros de King, justamente por ser um conto de fantasia. Ele é escrito como se fosse uma lenda sendo contada em voz alta, dando ainda mais um tom de fábula à narrativa.


È uma leitura muito leve, composta por capítulos curtos, que dão ainda mais fluidez no decorrer do enredo. Enquanto o contador narra sua história, ele entrega algumas pequenas “peças” do futuro ao ‘ouvinte/leitor’ fazendo com que este fique ansioso por saber ‘como que isso vai acontecer?’ fazendo com que você devore página por página, se compenetrando cada vez mais nessa deliciosa leitura, que como outros livros do King, deixa um “gostinho de quero mais” no final.

Esse eu realmente indico para todos os leitores que sempre gostaram de fantasia ou para aqueles que querem se iniciar no gênero, pois aqui irá se misturar o clássico e o inusitado, formando uma obra para agradar a todo o público.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Sweeney Todd


Sweeney Todd

O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet


Sob direção de Tim Burton, com as maravilhosas atuações de Johnny Depp e Helena Bonhan Carter, esse musical se passa na mórbida atmosfera londrina.


Benjamin Barker era um feliz e tranquilo barbeiro na rua Fleet, que era apaixonado por sua esposa e sua filha recém-nascida. Mas o poderoso juiz Turpin manda prendê-lo sob falsa acusação, pois este queria a esposa do barbeiro.

15 anos depois, Barker foge e volta sob um novo nome, Sweeney Todd. De volta a seu antigo endereço, ele descobre que após sua prisão, sua esposa recusara incessantemente as investidas do juiz, que perdendo sua paciência, dopa e ataca a pobre mulher. Desiludida, ela se envenena, e Turpin toma para si a guarda da filha de Barker, mantendo-a trancada em sua casa, sob seus olhares cobiçosos.

Todos esses acontecimentos somados servem somente pra aumentar a sede de sangue de Barker/Todd, em nome da vingança pelo passado.


Tim Burton cria uma atmosfera sinistra, contrabalanceada por momentos cômicos e muito humor negro, amenizando o todo o sangue que jorra durante as cenas.


Um detalhe que não pude deixar de perceber foi personagem juiz Turpin, interpretado por Alan Rickman, no qual é impossível não sentir os ares do professor Snape, principalmente na maneira de falar.


Eu que não sou muito fã de musicais, dessa vez eu me surpreendi, e simplesmente adorei. Uma trama surpreendente e bem construída, que te prende na tela do início ao fim.




 
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