sábado, 19 de dezembro de 2009

Ciclo da Herança

Algo que encanta nesta história, é que o leitor se vê acompanhando um personagem que vivia em um mundo pequeno e isolado, e começa ser uma peça importante de um tabuleiro ele jamais imaginou, que percebe-se seguindo em meio a um cenário imenso, e então e se dá conta que ele tem um inimigo com tal poder que ele não consegue sequer conceber. Incrivelmente ele se vê enfrentando problemas que estão muito distantes de sua vida anterior e que sua força de superação terá de ser constante nessa empreitada.

Eragon

A história acontece na terra fictícia de Alagaësia e no ponto inicial Eragon é um menino de 15 anos que vive numa pequena fazenda, nos redores do vilarejo de Carvahall. Criado pelo tio, junto a seu primo Roran, que ele tem como um verdadeiro irmão.
Eragon admirava os contos de Brom, o contador de histórias do vilarejo, que sempre falara sobre os tempos em que os Cavaleiros de Dragões andavam por aquela terra e zelavam pela paz entre os povos, até que um deles, Galbatorix, os traiu e assassinou a todos, tomando o poder e se transformando num cruel tirano.

Durante uma de suas caçadas pela Espinha (uma cordilheira que corta Alagaësia), ele encontra uma bela e estranha pedra azul, que posteriormente se revela ser um ovo de dragão, do qual nasce um fantástico dragão azul (que Eragon descobre ser na verdade uma fêmea, e se chamará Saphira).

Quando Eragon percebe que as tropas do imperador investigando em seu vilarejo à procura do ovo de dragão, ele se vê encurralado, e ao voltar à fazenda descobre que as tropas passaram por lá, assassinaram seu tio e destruíram sua casa.

Desolado, Eragon recebe o apoio de Brom, que o ajuda a fugir e passa a ser seu tutor durante sua jornada, ensinando os mais diversos conhecimentos, desde a escrita, que Eragon conhecia, até as artes de luta e espada, além de magia e história. E lhe é explicada mais a fundo o porque da ânsia do imperador em capturá-lo e ele começa também a entender mais a fundo a íntima relção Cavaleiro-Dragão que ele tem com Saphira.

Então, Eragon percebe que tem sobre seus ombros a responsabilidade de carregar a esperança de todo um reino sobre si, a esperança daqueles que lutam para se livrar do jugo de um imperador tirano.


Eldest

Em Eldest, é maravilhoso assistir ao crescimento físico e mental de Eragon e Saphira.

Ele é assistido pelo sábio Oromis, ele aprende as minúcias da magia e da luta, estuda a língua antiga, e se aprofunda na sua relação com Saphira e começa a ver uma a importância da Natureza na magia e na vida. Ao passo que Saphira aprende a tradição dos Dragões com Glaedr, além de treinar manobras de voô e lutas.

Conforme Eragon entende suas forças e suas fraquezas, ele começa a entender que derrotar Galbatorix e libertar Alagaësia é um desafio ainda maior do que ele imaginava. Quanto mais ele desenvolve seus poderes, mas ele compreende que o imperador teve longos anos pra aprimorar os dele, e que agora ele é praticamente invencível.

Eragon deverá tomar fôlego, e enfrentar uma guerra onde haverá consequências arrasadoras, momentos em que ele questionará a si mesmo e perigos a espreita em qualquer canto.

Brisingr

Ao longo da jornada que já passou Eragon criou muitos laços, e fez muitas promessas. O desafio agora é mantê-los, e tentar unir as forças dispersas de Alagaësia contra Galbatorix.

Tarefa nada fácil. Eragon precisará usar toda sua inteligência e carisma para auxiliar os Varden, manter o reino rebelde de Surda na luta, convencer os anões escondidos em suas montanhas de que são necessários na batalha e trazer os elfos que passaram anos em sua floresta, para enfim guerrear.
Eragon precisará tomar decisões difícieis, criar laços improváveis e manter promessas indevidas que ele já havia feito.
Sendo agora servo dos humanos, irmão adotivo dos anões e discípulo dos elfos será difícil conciliar os interesses dessas raças e mostrar que todos devem se manter unidos, sem que seja acusado de defender um ou outro.

Continuação....
Esta obra de Christopher Paolini, inicialmente deveria ser a Trilogia da Herança, mas ao escrever o terceiro livro, Paolini percebeu que necessitaria de um Quarto livro para poder finalizar devidamente sua saga.
Então, desde a leitura de Brisingr, aguardo ansiosamente pelo quarto (e suposto último) livro da série e para que seja feita a conclusão desta espetacular história.



Christopher Paolini criou mundo fantástico, repleto de seres maravilhosos que certamente agradará os fãs de fantasia, além de jovens leitores, pois considero esta, uma excelente obra para a introdução de jovens ao mundo da leitura.
Alguns acusam de plágio, ou falta de originalidade em alguns aspectos do enredo. O que sinceramente, não é de minha competência dizer se tais acusações competem, mas posso afirmar que não prejudicam a totalidade da obra, pois o enredo é muito bem estruturado e a fluidez do texto é simplesmente fantástica.
Dizem também que Paolini usou de seres iguais ou muito semelhantes aos criados por Tolkien na Terra Média, mas acredito que acusar escritores de fantasia de plagiar Tolkien é semelhante à acusar todo escritor de contos vampirescos de copiar Bran Stoker.

Fica a idéia em potencial para todos. Aproveite as férias pra 'devorar' o Eragon, Eldest e Brisingr, e se unir aos que aguardam pelo desfecho tão esperado.

2 comentários:

  1. Nossa, me arrepiei toda lendo! *.*
    Terminei hoje de ler Brisingr e já me deu aquela depressão que sempre chega quando a gente termina um livro bom! Poxa, foram tantas revelações em Brisingr... Eu não vejo a hora de ler esse livro 4! Quando será que chega? Como será o nome?

    Show, Wagner! Vc conseguiu descrever exatamente o que senti lendo esses livros. Também recomendo a todos lerem o Ciclo da Herança! Com certeza é uma Idéia em Potencial para essas férias!!!!!!
    Abração!

    ResponderExcluir
  2. Li Eragon e Eldest meio devagar. Quer dizer, foi rápido, mas nada comparado ao tempo q gastei pra ler Brisingr. Todos muitooooooooo bons!!! Mas nota-se em Brisingr uma maior maturidade na construção do enredo e dos personagens, o que é ótimo!
    Concordo que há várias refeências no livro a outras obras, assim como concordo com você Wagner que isso não atrapalha o conjunto.
    Beijos

    ResponderExcluir

 
visitantes